CAMINHADA PELA VIDA
31 DE MARÇO - 15H
LISBOA - Concentração
Jardins frente
Palácio de Belém

ARTIGOS E NOTICIAS

- Promulgação do Crime Abominável
- Carta Caminhada pela Vida
- PROFESSOR CAVACO, ONDE ESTÃO OS OVOS DA PÁSCOA?
- A História ri e passa ao lado
- Email do Prof. Dr. Gentil Martins ao Sr.Presidente da República
- O meu testemunho, o meu Obrigada
- Lei do Aborto e Estado de Direito

 

Promulgação do Crime Abominável

Nuno Serras Pereira

10. 04. 2007

O Presidente da República promulgou, hoje, como "Lei o Decreto nº 112/X, da Assembleia da República", que foi aprovado por larga maioria dos deputados, no seguimento de referendo. Esta promulgação é acompanhada de uma mensagem, à mesma Assembleia, com o intuito aparente de persuadir os deputados a mitigar alguns dos males a que o Decreto se mostra indiferente; julgando, porventura, que assim agradará aos portugueses que votaram não, segurando este eleitorado para uma próxima reeleição.

Esta "lei", hoje promulgada, é gravemente injusta e o acto da sua promulgação consiste numa cooperação formal com o mal intrínseco do aborto provocado, tornando o Presidente Aníbal Cavaco Silva moralmente imputável por todos os homicídios/abortos, e demais consequências nefandas, praticados ao abrigo desta "lei", isto é, desta violência crudelíssima.
No Juízo particular e no Juízo final, depois da morte, Aníbal Cavaco Silva terá de responder perante Deus, e não perante os votos e as maiorias, não se podendo escudar na obediência aos mecanismos formais da democracia, como se estes fossem substitutos da moralidade ou da consciência. Ser-lhe-ão pedidas contas de todos e cada um dos assassínios/abortos, e demais consequências negativas, cometidos ao abrigo da iniquidade promulgada.

O Presidente da República podia ter vetado o Decreto. Se este fosse aprovado de novo na Assembleia, por maioria simples (e não de dois terços, como por lapso escrevi em artigo anterior), o Presidente podia ter pelo menos duas atitudes: ou dissolvia a Assembleia e convocava eleições ou renunciava ao mandato, explicando, em qualquer dos casos, as razões porque o fazia, a saber, a impossibilidade moral de cooperar numa injustiça de tal gravidade, dando, deste modo, testemunho de uma consciência verdadeira e recta, e mostrando ser um homem de boa vontade. Posto o povo diante de tal verticalidade e desassombro, bem poderia despertar para a extrema gravidade do que estava em questão e haver um geral sobressalto mobilizador contra o aborto, a favor da vida. E não se diga que em nome da estabilidade não seria prudente recorrer a tais expedientes, pelo contrário, porque prudente é aquele que constrói a casa (a sociedade) sobre a rocha (a vida); o insensato ao edificá-la sobre cadáveres de inocentes sustenta-a no pó, levando-a assim à ruína. De qualquer modo se há princípios inegociáveis, dos quais não se pode abdicar independentemente das consequências, o da protecção legal da vida humana inocente, desde o momento da concepção até à morte natural, é o primeiro de entre todos. [1]

[1] Desconheço em absoluto, irmão Aníbal, se alguém da Igreja te disse estas coisas, como era de sua obrigação. Por isso, as escrevi aqui. E mais adianto, és um desgraçado (não estás na graça de Deus ) e se não te converteres perecerás miseravelmente.
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Carta Caminhada pela Vida

Portugal, 10 de Abril de 2007

Hoje, 10 de Abril de 2007, é o dia em que na História de Portugal, foi dado o sim à matança de inocentes, retirada a dignidade das mulheres, e luz verde permantente ao  Relativismo do sentido da vida Humana.   Este marco, ficará para sempre como uma das páginas mais negras da História da Portugal.  E quem o marcou, foi o Presidente da República Anibal Cavaco Silva.  Cavaco Silva, é o novo Pilatos da era contemporânea.  Tal como Pilatos, considera que a lei é injusta (Pilatos também não encontrou culpa em Jesus), que não protege a vida (propôs soltar Jesus e manter Barrabás preso), que retira dignidade ás mulheres, MAS lava daí as suas mãos (deixou que fossem os judeus a matar Jesus, com ajuda dos soldados romanos) e deixa ao Governo e à Assembleia da República a capacidade de fazer a lei como bem entenderem (escolham a morte mais higiénica,etc.). 

Porque somos portugueses, porque somos os defensores da Vida Humana, em qualquer das suas etapas, temos que fazer algo.  Temos a noção que vamos precisar de alguns anos para conseguir voltar a "ensinar"  amar a Vida. Mas nada, nem ninguém nos vai fazer parar.  Hoje, amanhã e se for necessário todos e cada dia, vamos encher a caixa postal do Presidente (ir ao site da Presidencia da Republica), escrever cartas, telegramas, sms, o que conseguirmos, para dizer que nós vamo-nos encarregar de deixar bem claro aos portugueses de hoje, sobretudo aos jovens que Cavaco Silva, é responsável por um genocídio legal. 

Entretanto, peçamos a Deus os dons da Sabedoria e da Criatividade para sermos aqueles que daqui a uns anos, serão a Esperança e a cor deste País, já que  neste momento é um "Quadro" triste e cinzento.

Por todos os que tem Caminhado pela Vida,
Sofia Guedes
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PROFESSOR CAVACO, ONDE ESTÃO OS OVOS DA PÁSCOA?
www.superdocious.blogspot.com

Não encontro os tradicionais ovos da Páscoa! Sim! aqueles que davam sabor a uma semana inteira à Festa da Ressurreição do Senhor. Comíamos os ovos em família, em festa jubilosa, uma festa apaixonada pela vida de cada um!

Eu bem procurei pelo jardim de Belém, bem procurei... por detrás daquelas belas flores, aquele jardim simétrico em que cada folha é cortada e tratada com um corta unhas. Que belo palácio cor de rosa!
Para meu descontentamento, procurei pelo jardim, pelos vasos e debaixo das árvores... mas... nada... mesmo nada, nem um só chocolate doce. O sonho de uma criança será postecipada à espera de um novo líder consequente com os seus ideais. Somos filhos de Fátima ou somos filhos de quem?

Os ovos perderam-se na enorme escadaria do poder. Quem o pressionou? Tinha esperança em si Senhor Presidente, tinha sim!

Deixem agora que por uns minutos, possa expressar livremente o meu apreço pelo valor da vida e da família. Vivemos em Democracia e eu dediquei algumas largas horas do meu tempo a uma causa na qual acredito firmemente, a Vida como valor fundamental. Não estou arrependido, fiz o que tinha de fazer. Uma vida, cada uma destas vidas para mim é um tesouro e não deixaremos de alimentar as vidas, maternidades, de brincar com as crianças e de ajudar os mais desfavorecidos com a VIDA e não com uma cultura da MORTE. Aprovem leis suicidas que nós estaremos SEMPRE do lado da vida.

Sem papas na língua subscrevo o que um grande homem Santo disse: Aconfessionalismo. Neutralidade. - Velhos mitos que tentam sempre remoçar. Tens-te dado ao trabalho de meditar no absurdo que é deixar de ser católico ao entrar na Universidade ou na Associação profissional, ou na sábia Assembleia, ou no Parlamento, como quem deixa o chapéu à porta? In Caminho 353 S. Josemaría Escrivá.

Independentemente de tudo a minha esperança não terminou. Perdi o saboroso chocolate em forma de ovo, este ano não houve doces para ninguém. A vida humana foi colocada no bengaleiro pelas mais altas instâncias do Estado de Portugal. Ainda bem que eu não pus toda a minha esperança em si Professor Cavaco.

Ficamos sem os ovos, não comemos o magnífico chocolate, o meu paladar ficou insatisfeito. Mas sim quero que saiba que este ano como todos os outros: Cristo Rei, impera! «Regnare Christum volumus!» Queremos que Cristo Reine! Quero assim fazer minhas, as palavras de muitas gerações: «Annuntio vobis gaudium magnum...», «Anuncio-vos uma grande alegria, Aleluia!». Cristo ressuscitou verdadeiramente! Aleluia!

Aníbal, Ele Ressuscitou verdadeiramente!
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A História ri e passa ao lado

João César das Neves
Professor universitário

Quais os problemas que enfrenta a Europa ocidental? Os jornais são claros. Portugal passou os últimos meses num aceso debate sobre o aborto. Este será apenas o primeiro passo. Em França, que legalizou a prática em 1975, 25 anos depois o célebre "caso Perruche" atribuiu a uma criança deficiente uma indemnização por "não ter sido abortada". Os pais viram aceite a queixa contra o médico que não deu a informação que permitiria eliminar aquela vida. As ramificações obrigaram o Parlamento a publicar em 2002 a chamada "lei anti-Perruche", proibindo alguém de ser indemnizado pelo "prejuízo de ter nascido". Noutros países fala-se em retirar o apoio de segurança social aos pais que recusem abortar um feto a quem foi detectada deficiência grave.
Na Grã-Bretanha vive-se uma enorme discussão sobre o Equality Act 2006, o qual, proibindo às empresas e organizações discriminar contra homossexuais no acesso a bens e serviços, obriga todas as agências de adopção, incluindo da Igreja Católica, a colocar crianças em casais do mesmo sexo. Isto conflitua com o direito dessas instituições de seguir os seus princípios morais.

Em Itália, um médico que fez eutanásia acaba de ser ilibado. Entretanto, o Governo de Zapatero, cheio de dificuldades nos problemas de Espanha, tem como único sucesso a introdução do casamento de homossexuais e outras questões fracturantes. Um tribunal holandês legalizou o ano passado um partido pedófilo. A União Europeia está a terminar a negociação do plano chamado Roma III, para conciliar as leis de divórcio dos Estados membros. Clonagem, reprodução artificial, manipulação genética estão ao virar da esquina.

Que problemas ocupam a Europa? Será aborto, homossexualidade, eutanásia, pedofilia, divórcio? Bem, de facto, não. Os problemas realmente graves são a falência da segurança social, o envelhecimento da população, desemprego, perda de competitividade, integração da onda crescente de imigrantes. Não são os temas que se discutem, porque se trata do aborto, eutanásia, pedofilia, divórcio. Mas são esses os problemas relevantes.

O mais curioso é que se esconde que as questões que se discutem são as causas das questões relevantes.
A Europa vive uma acentuada decadência populacional. A taxa média de fertilidade na União Monetária caiu para menos de 1,5 filhos por mulher, muito abaixo do nível de reposição das gerações. A taxa de casamentos é quase metade da de 1970, enquanto a de divórcios subiu para mais do triplo. Estes valores referem-se não a europeus mas aos residentes na Europa. Se fossem retirados os imigrantes, que são quem mais casa e mais filhos tem, seriam muito piores.
Quais as consequências desta catástrofe demográfica? Naturalmente, a falência da segurança social, envelhecimento da população, dificuldades na integração dos imigrantes, perda de dinamismo face às outras regiões do mundo, que, em boa parte, causa o desemprego e os problemas na produtividade. A decadência familiar também motiva muito do crime, droga, depressão, suicídio.

Quais as causas desta calamidade geracional? Evidentemente, uma falta de atenção, e até franca hostilidade, face à família. A família é precisamente o elemento central na atitude dos EUA, do mundo árabe e, em geral, de todo o mundo.
Todo o mundo menos a Europa, onde quem defender a "família tradicional" e o casamento é motivo de ridículo e acusado de tonto e reaccionário. Porque os temas da moda, os sinais da modernidade são o aborto, eutanásia, homossexualidade e divórcio.

Os temas da moda europeia parecem-se perigosamente com os sinais de decadência civilizacional. Foi assim na queda do Império Romano, onde também os tradicionais valores familiares pareciam tolices obsoletas e ma- çadoras, pois o que era excitante e divertido era o adultério e o deboche, numa sociedade que se abandonava ao hedonismo. Perante as famílias bárbaras, a antiga Roma não teve hipóteses.

A globalização actual não é o mundo de há 1500 anos e os mercados emergentes não são bárbaros. Mas os grandes desafios da História que decidem o futuro estão a ser enfrentados, com grandes dificuldades, pela China, Índia, Islão, EUA, África, América Latina. Entretanto a Europa perde relevância e entra em vias de extinção. Porque, achando-se inovadora e progressiva, gasta o seu tempo a promover aborto, homossexualidade, eutanásia, pedofilia, divórcio. Perante isto, a História ri (ou chora?), encolhe os ombros e passa ao lado.
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Email do Prof. Dr. Gentil Martins ao Sr.Presidente da República

Exmo. Senhor Presidente

Como Médico, tendo feito o Juramento de Hipócrates, apenas posso aceitar a interrupção da gravidez, quando estão
em jogo duas vidas, a da Mãe e a do Filho. Não é isso que consta da nova
Lei, sobre a qual se deverá pronunciar.

Cientificamente, conhecido o genoma humano e tendo surgido a Fertlilização in Vitro, não pode haver dúvidas de que uma nova vida humana resulta da junção dos cromossomas do óvulo da Mãe com os do espermatozóide do Pai, e que, após a implantação no útero irá desenvolver-se, num processo continuo, esse novo Ser Humano.

O respeito da vida humana é parte integrante da Constituição da Republica Portuguesa, da Declaração Universal dos Direitos do Homem e de tantas outras Declarações e Códigos de Ética.

Consideramos que o Povo português foi claramente e mesmo conscientemente enganado por alguns defensores da nova lei proposta para homologação, pois, após afirmarem que são contra o aborto, vêm discriminar os objectores de consciência, impedindo-os de participar do aconselhamento ( que deixou até de ser obrigatório... ), descriminação já feita aos pais das crianças por nascer, ao deixar exclusivamente ás mulheres a decisão ( sem explicações  ou limites ) de abortar até ás 10 semanas. E por outro lado, agora, limita-se,irresponsavelmente, a liberdade da mulher, proibindo-a de se aconselhar com quem desejar.

E não se poderá nunca dizer que a actual Lei segue as melhores práticas europeias, situação socialmente tanto mais grave, quando se está perante uma gravíssima baixa de natalidade e, em todos os Países em que se liberalizou o aborto, este aumentou rapidamente e significativamente.

Se efectivamente o objectivo era acabar como aborto, legal ou ilegal, como afirmava a maioria dos defensores da actual Lei, então é importante que ela contemple alternativas e apoios para a mulher que deseja manter a sua gravidez.

E se já não é legítimo deixar o aconselhamento apenas como opcional, igualmente mau é não se considerar obrigatória a Ecografia ( o método mais fiável ), para determinar as 10 semanas do tempo de gravidez

Não posso deixar de considerar que o Povo português foi claramente e deliberadamente enganado por muitos dos promotores do SIM, no referendo, e que a nova Lei não respeita minimamente os argumentos publicamente apresentados a seu favor.

A nova Lei deve, no mínimo, ser modificada para melhor, já que foi afirmado que ela tem como objectivo principal evitar as consequências do Aborto Clandestino. Aborto esse, dito sempre por todos e nomeadamente pelos  os defensores do "SIM", como indesejável e traumático para a mulher.

Prof. Dr. António Gentil Martins, Cirurgia Pediatra e Plástico
Ex - Presidente da Ordem dos Médicos e da Associação Médica Mundial
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O meu testemunho, o meu Obrigada!

Pediram-me para escrever sobre a Campanha pela Vida...

Não fui capaz, pois para a escrever seriam volumes e centenas de páginas de uma campanha feita por pessoas, muitos rostos com vidas simples que deram a vida que trazem dentro de si...Que ultrapassaram juntos as alegrias e as dificuldades de uma "luta" que tinha como objectivo salvar outras vidas, de outros rostos, muitos ainda sem nome, por nascer, e de outros que precisam de ajuda para ultrapassar a dor de uma perda, de perceber a maravilha de sermos todos seres humanos únicos e irrepetiveis, e que por isso mesmo trazemos todos no nosso sorriso e na nossa entrega uma missão e uma mensagem de esperança ao Mundo...

Como a história que uma amiga me contou a propósito da Campanha : " apesar de ter sido ajudada senti-me sozinha e desamparada, mas de vez em quando senti, na dependência que o meu filho tinha de mim, uma companhia, ele era o meu aliado, e estávamos os dois no mesmo barco. Por ele passei fome. Mas foi ele que me ajudou e me devolveu a alegria e o apoio que eu precisava. Ao meu colo, com poucos meses fazia-me festas na cara e eu sentia o consolo de estar a ser ajudada, era ele que me sorria quando eu estava triste, me estendia os braços, e num abraço se encostava ao meu ombro.   Um dia, num Jardim em Lisboa começou querer andar. Emocionei-me de alegria. Chorei quando percebi que para o fazer ele precisava das minhas mãos para o segurar. Mais ainda, eu precisava das mãos dele para também eu caminhar...! Era ele que me estava a ajudar. Era ele que me estava a dar a mão!   Isto é o amor! E todos os dias, de noite damos um abraço e um beijo antes de adormecer e ele diz: - Mãe até amanhã...!·E garanto-vos que a manhã que nasce é e será sempre diferente apesar das dificuldades e sacrifícios que ela trás."

A história que um velhinho tem para nos contar, e a alegria do seu rosto cheio de rugas que carregam os caminhos e as memórias que com alegria nos pede para ouvir. Lembrando-nos que  nascemos  e envelhecemos, podemos até ficar doentes, mas Vale a pena! 

No dia da Caminhada pela Vida, uma senhora dos seus 70 e muitos anos disse: "deixem-me segurar nesta faixa.  Eu fiz um aborto, e por isso agora estou sozinha na vida, não tenho ninguém"

Como esta, há muitas frases, muitas vozes muitas musicas, muito momentos, que entre nós, e no país inteiro marcaram para sempre as nossas Vidas e nos encorajaram a continuar...!

Consigo talvez descrever toda a Campanha com o que vivi no dia 17de Março na Igreja da Encarnação.·
Ali Deus disse-nos que  nosso trabalho pela Vida é por Ele, e pelos que não têm voz e sofrem em silêncio... houve dias em que fizemos algum sacrifício, mas o verdadeiro milagre foi termos conseguido "dar a Vida que há dentro de nós" e fazer tantas coisas...! Com uma alegria imensa...!·
Pela causa da Vida recebemos a Medalha da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

A emoção e as lágrimas que derramei pela emoção de estar ali fizeram-me sentir que com Jesus ao nosso lado  TUDO vale a "pena"...! E que Nossa Senhora está sempre lá para nos receber, para nos abrir a Porta e nos dar um abraço!

Naquele dia Ela disse-nos " Eu estou aqui para Sempre, mas vão ter que continuar, têm o Meu Filho para os acompanhar, estendo o Meu manto para vos proteger... e a cada paragem, a cada fraqueza, a cada angústia, tristeza, cansaço, eu estarei lá para os receber...para vos dar a minha mão, o meu abraço, para os levantar, e pedir que  confortados com o Meu amor de Mãe sigam O Meu Filho Jesus, O ajudem a carregar a Cruz que Ele vos dá, e com Ele se metam de novo á Estrada. Confiem NEle!"  

Em Jesus, que também como aqueles cujas vidas defendemos,   foi condenado á morte pelos homens. Mas Ele foi O Único que Nasceu para ser condenado e morreu para nos dar a Vida !

Na realidade que estávamos todos a viver nunca estivemos tão perto da Cruz.  Lembrei-me dos que não estavam ali, rezei pelos que estavam  ao meu lado, e  comovi-me pela saudade e presença dos que já partiram esperando que do Céu assistissem  aquele momento da minha Vida.

Ao ouvir chamar todos os nomes do país inteiro, ao ver aqueles rostos que tento me ensinaram lembrei-me de uma frase da Madre Teresa de Calcutá  "Eu sou uma caneta, Deus pegou em mim e está a escrever uma carta de Amor ao Mundo", e nos passos que todos deram, em direcção altar iam muitas "canetas" muitas histórias de amor, Únicas, comoventes, escritas por Deus, nas linhas da Vida de cada um, e de tantas Vidas que todos representamos.

 Nos passos que dei até ao Altar senti cresceu a  emoção e a responsabilidade do caminho que Deus me Dá e Pede todos os dias.

No Altar emocionei-me com a humildade dos Duques de Bragança, das suas palavras, da sua ternura e da sua Fé. Aos Pés da Rainha de Portugal...

Também eles representaram a História de Fé de Portugal, também eles  escreveram uma História de Amor... E na medalha que foi posta nas minhas mãos, no Altar, aos pés de Nossa Senhora da Encarnação, trouxe comigo a Benção e a alegria da certeza de que preciso da Presença de Deus em tudo o que faça na minha própria Vida. Todos os dias, todas as horas...!

 A medalha que tenho comigo trás consigo muitas Vidas, muitos rostos, muitas histórias vividas com intensidade, muitas amizades, muitos nomes, muitas alegrias e também algumas lágrimas e emoções.

Por isso meus amigos, acho que Deus pegou em TODOS nós e escreveu uma carta de Amor ao Mundo. O remetente é Portugal, e são milhares de páginas.

No dia 17, recebemos pelas Mãos de Nossa Senhora a Resposta, e um pedido: Para que continuemos a "deixarmo-nos pegar" para a História continuar a Ser escrita.  a  História de Amor!

Um Grande abraço apertado a todos
Joana Brito Fontes
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A actual Lei do Aborto e Estado de Direito

A legitimidade da lei

Em todo o mundo o debate sobre a legitimidade da lei que permite o aborto ou que o não pune, é factor de divisão na sociedade. Seja nos países onde este é livre, seja nos países onde o aborto é crime. O tema é controverso.

A ideia da legalização do aborto surge acoplada à contracepção que nos anos 30 e 40 do século XX invade a sociedade ocidental com fins exclusivamente de controle da natalidade.

“Poucos recursos, muitas pessoas …” Malthusianismo.

O aborto era assim o “remédio” para a falibilidade da contracepção.

Além disso, é uma bandeira que os movimentos políticos de esquerda fazem sua, em nome do direito à autodeterminação sexual da mulher, dos direitos reprodutivos da mulher, do direito à emancipação da mulher, do direito ao acesso ao mercado de trabalho da mulher, etc..

Hoje a nível mundial a questão não está resolvida e cada vez mais as sociedades se movimentam em sentido inverso ao dos anos 60 e 70 do século passado. Em primeiro lugar porque a pirâmide demográfica está hoje invertida, em segundo lugar porque se verifica que a mulher não carece do aborto para aqueles apregoados direitos, em terceiro lugar porque a contracepção é quase infalível e, por fim, porque as sociedades que o experimentam sabem que o aborto além de eliminar um bebé, destrói também uma mulher/mãe, um pai, uma família e uma sociedade.

É em função deste juízo que, hoje não encontramos legislações onde o direito ao aborto exista em sentido absoluto. Ele pode, e é admitido, em circunstâncias delimitadas pela lei e como última “ratio” para uma circunstância dramática e devidamente reconhecida. ver PDF
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